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    December 30

    Adeus 2007 Benvindo 2008

     
    "O Amor de DEUS por nós é tão grande que nos dá pequenos milagres tds os dias.Saber reconhecé-los é sabedoria;acreditar neles é ter FÉ!"
     
    Divagando mais uma vez por aqui e lembrando um pouco o que se passou em 2007,apetece me dizer que a maioria do que se passou foi péssimo,por vários motivos que nem sequer vale a pena relembrar,para quê o que passou passou,há que seguir em frente e ñ ficar a remoer...
    Mas tb aconteceram grandes mudanças ñ sei se vão permanecer,mas tb isso ñ é o mais importante o que é importante mesmo é que houve e têm sido notadas,as lutas tem sido muitas tenho as travado como posso,uns dias com a força de uma leoa outros dias um pouco desanimada,confesso,mas a vida é mesmo assim mas tb tenho tido recompensas é um realidade,e este Natal DEUS,deu me a felecidade,de o passar como a um decada ñ acontecia,foi uma batalha ganha até comigo própria,por isso como há dias alguém dizia a nem td é mau e para conseguir mos alcançar o bom temos que realmente ver até que ponto somos capazes de aguentar o menos bom porque cada vez mais me convenço...que há bem pior...FELIZ 2008recados para orkut

     

    December 19

    Charles Chaplin

     

    Sorri quando a dor te torturar
    E a saudade atormentar
    Os teus dias tristonhos vazios

    Sorri quando tudo terminar
    Quando nada mais restar
    Do teu sonho encantador

    Sorri quando o sol perder a luz
    E sentires uma cruz
    Nos teus ombros cansados doridos

    Sorri vai mentindo a sua dor
    E ao notar que tu sorris
    Todo mundo irá supor
    Que és feliz

     

    A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

     

    O Caminho da Vida

    O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

    A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

    Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

    Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

    Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

    (O Último discurso, do filme O Grande Ditador)

    Charles Chaplin

     
    December 17

    Todos os dias porque só dia 25 de Dezembro??Porquê?

     

    DIA DE NATAL

    Hoje é dia de ser bom.
    É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
    de falar e de ouvir com mavioso tom,
    de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
    É dia de pensar nos outros. coitadinhos. nos que padecem,
    de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
    de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
    de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
    Comove tanta fraternidade universal.
    É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
    como se de anjos fosse,
    numa toada doce,
    de violas e banjos,
    Entoa gravemente um hino ao Criador.
    E mal se extinguem os clamores plangentes,
    a voz do locutor
    anuncia o melhor dos detergentes.
    De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
    e as vozes crescem num fervor patético.
    (Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
    Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
    Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
    Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
    Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
    e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
    Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
    com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
    cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
    as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
    Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
    ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
    É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
    como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favoresA Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
    Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
    E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
    e compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado.
    Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
    Naquela véspera santa
    a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
    que nem dorme serena.
    Cada menino
    abre um olhinho
    na noite incerta
    para ver se a aurora
    já está desperta.
    De manhãzinha,
    salta da cama,
    corre à cozinha
    mesmo em pijama.
    Ah!!!!!!!!!!
    Na branda macieza
    da matutina luz
    aguarda-o a surpresa
    do Menino Jesus.
    Jesus
    o doce Jesus,
    o mesmo que nasceu na manjedoura,
    veio pôr no sapatinho
    do Pedrinho
    uma metralhadora.
    Que alegria
    reinou naquela casa em todo o santo dia!
    O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
    fuzilava tudo com devastadoras rajadas
    e obrigava as criadas
    a caírem no chão como se fossem mortas:
    Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
    Já está!
    E fazia-as erguer para de novo matá-las.
    E até mesmo a mamã e o sisudo papá
    fingiam
    que caíam
    crivados de balas.
    Dia de Confraternização Universal,
    Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
    de Sonhos e Venturas.
    É dia de Natal.
    Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
    Glória a Deus nas Alturas.

    António Gedeão

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    Despedida...

     
    Crespúsculo

    É quando um espelho, no quarto,
    se enfastia;
    Quando a noite se destaca
    da cortina;
    Quando a carne tem o travo
    da saliva,
    e a saliva sabe a carne
    dissolvida;
    Quando a força de vontade
    ressuscita;
    Quando o pé sobre o sapato
    se equilibra...
    E quando às sete da tarde
    morre o dia
    - que dentro de nossas almas
    se ilumina,
    com luz lívida, a palavra
    despedida.
     
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    David Mourão-Ferreira

    December 13

    Poema de Natal...

     
    Poema de Natal
     
    Para isso fomos feitos:
    Para lembrar e ser lembrados
    Para chorar e fazer chorar
    Para enterrar os nossos mortos —
    Por isso temos braços longos para os adeuses
    Mãos para colher o que foi dado
    Dedos para cavar a terra.
    Assim será nossa vida:
    Uma tarde sempre a esquecer
    Uma estrela a se apagar na treva
    Um caminho entre dois túmulos —
    Por isso precisamos velar
    Falar baixo, pisar leve, ver
    A noite dormir em silêncio.
    Não há muito o que dizer:
    Uma canção sobre um berço
    Um verso, talvez de amor
    Uma prece por quem se vai —
    Mas que essa hora não esqueça
    E por ela os nossos corações
    Se deixem, graves e simples.
    Pois para isso fomos feitos:
    Para a esperança no milagre
    Para a participação da poesia
    Para ver a face da morte —
    De repente nunca mais esperaremos...
    Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
    Nascemos, imensamente.
     
    Vinicius de MoraesNatal - Orkut Recados
    December 05

    A Pedra da AMIZADE...

     
    Ñ podia de modo algum deixar de colocar aqui
    A Pedra da AMIZADE  que me foi enviada pela minha
    querida Amiga MADALENA...Para todas as minhas Amigas,aqui fica tb.Um beijo.
    December 04

    Operário em construção...

     
    Operário em construção

    Era ele que erguia casas
    Onde antes só havia chão.
    Como um pássaro sem asas
    Ele subia com as asas
    Que lhe brotavam da mão.
    Mas tudo desconhecia
    De sua grande missão:
    Não sabia por exemplo
    Que a casa de um homem é um templo
    Um templo sem religião
    Como tampouco sabia
    Que a casa que ele fazia
    Sendo a sua liberdade
    Era a sua escravidão.

    De fato como podia
    Um operário em construção
    Compreender porque um tijolo
    Valia mais do que um pão?
    Tijolos ele empilhava
    Com pá, cimento e esquadria
    Quanto ao pão, ele o comia
    Mas fosse comer tijolo!
    E assim o operário ia
    Com suor e com cimento
    Erguendo uma casa aqui
    Adiante um apartamento

    Além uma igreja, à frente
    Um quartel e uma prisão:
    Prisão de que sofreria
    Não fosse eventualmente
    Um operário em construcão.
    Mas ele desconhecia
    Esse fato extraordinário:
    Que o operário faz a coisa
    E a coisa faz o operário.
    De forma que, certo dia
    À mesa, ao cortar o pão
    O operário foi tomado
    De uma subita emoção
    Ao constatar assombrado
    Que tudo naquela mesa
    - Garrafa, prato, facão
    Era ele quem fazia
    Ele, um humilde operário
    Um operário em construção.
    Olhou em torno: a gamela
    Banco, enxerga, caldeirão
    Vidro, parede, janela
    Casa, cidade, nação!
    Tudo, tudo o que existia
    Era ele quem os fazia
    Ele, um humilde operário
    Um operário que sabia
    Exercer a profissão.

    Ah, homens de pensamento
    Nao sabereis nunca o quanto
    Aquele humilde operário
    Soube naquele momento
    Naquela casa vazia
    Que ele mesmo levantara
    Um mundo novo nascia
    De que sequer suspeitava.
    O operário emocionado
    Olhou sua propria mão
    Sua rude mão de operário
    De operário em construção
    E olhando bem para ela
    Teve um segundo a impressão
    De que não havia no mundo
    Coisa que fosse mais bela.

    Foi dentro dessa compreensão
    Desse instante solitário
    Que, tal sua construção
    Cresceu também o operário
    Cresceu em alto e profundo
    Em largo e no coração
    E como tudo que cresce
    Ele nao cresceu em vão
    Pois além do que sabia
    - Excercer a profissão -
    O operário adquiriu
    Uma nova dimensão:
    A dimensão da poesia.

    E um fato novo se viu
    Que a todos admirava:
    O que o operário dizia
    Outro operário escutava.
    E foi assim que o operário
    Do edificio em construção
    Que sempre dizia "sim"
    Começou a dizer "não"
    E aprendeu a notar coisas
    A que nao dava atenção:
    Notou que sua marmita
    Era o prato do patrão
    Que sua cerveja preta
    Era o uisque do patrão
    Que seu macacão de zuarte
    Era o terno do patrão
    Que o casebre onde morava
    Era a mansão do patrão
    Que seus dois pés andarilhos
    Eram as rodas do patrão
    Que a dureza do seu dia
    Era a noite do patrão
    Que sua imensa fadiga
    Era amiga do patrão.

    E o operário disse: Não!
    E o operário fez-se forte
    Na sua resolução

    Como era de se esperar
    As bocas da delação
    Comecaram a dizer coisas
    Aos ouvidos do patrão
    Mas o patrão não queria
    Nenhuma preocupação.
    - "Convençam-no" do contrário
    Disse ele sobre o operário
    E ao dizer isto sorria.

    Dia seguinte o operário
    Ao sair da construção
    Viu-se súbito cercado
    Dos homens da delação
    E sofreu por destinado
    Sua primeira agressão
    Teve seu rosto cuspido
    Teve seu braço quebrado
    Mas quando foi perguntado
    O operário disse: Não!

    Em vão sofrera o operário
    Sua primeira agressão
    Muitas outras seguiram
    Muitas outras seguirão
    Porém, por imprescindível
    Ao edificio em construção
    Seu trabalho prosseguia
    E todo o seu sofrimento
    Misturava-se ao cimento
    Da construção que crescia.

    Sentindo que a violência
    Não dobraria o operário
    Um dia tentou o patrão
    Dobrá-lo de modo contrário
    De sorte que o foi levando
    Ao alto da construção
    E num momento de tempo
    Mostrou-lhe toda a região
    E apontando-a ao operário
    Fez-lhe esta declaração:
    - Dar-te-ei todo esse poder
    E a sua satisfação
    Porque a mim me foi entregue
    E dou-o a quem quiser.
    Dou-te tempo de lazer
    Dou-te tempo de mulher
    Portanto, tudo o que ver
    Será teu se me adorares
    E, ainda mais, se abandonares
    O que te faz dizer não.

    Disse e fitou o operário
    Que olhava e refletia
    Mas o que via o operário
    O patrão nunca veria
    O operário via casas
    E dentro das estruturas
    Via coisas, objetos
    Produtos, manufaturas.
    Via tudo o que fazia
    O lucro do seu patrão
    E em cada coisa que via
    Misteriosamente havia
    A marca de sua mão.
    E o operário disse: Não!

    - Loucura! - gritou o patrão
    Nao vês o que te dou eu?
    - Mentira! - disse o operário
    Não podes dar-me o que é meu.

    E um grande silêncio fez-se
    Dentro do seu coração
    Um silêncio de martirios
    Um silêncio de prisão.
    Um silêncio povoado
    De pedidos de perdão
    Um silêncio apavorado
    Com o medo em solidão
    Um silêncio de torturas
    E gritos de maldição
    Um silêncio de fraturas
    A se arrastarem no chão
    E o operário ouviu a voz
    De todos os seus irmãos
    Os seus irmãos que morreram
    Por outros que viverão
    Uma esperança sincera
    Cresceu no seu coração
    E dentro da tarde mansa
    Agigantou-se a razão
    De um homem pobre e esquecido
    Razão porém que fizera
    Em operário construido
    O operário em construção
     
    Vinicius de Moraes
     blanche_005
     


    Divagações...mais uma vez,,,

     
    Que é feito de ti?
    Sim de ti miúda,
    que ñ tivestes adolescência,
    porque,outros afazeres mais altos
    se levantavam,
    que é feito da mulher de vinte?
    por um acaso já te lembrastes dela
    ñ quereiras recordá la
    para quê?
    que é feita ta trintona,tb ñ a vistes?
    e encontrastes a quarentona essa sim
    vi a com garra parecia que td começou
    ali aos quarenta...
    e agora sabes onde ela anda?eu sei anda...
    por que tem que andar sabes para quê?
    para dizer vou fazer cinquenta qualquer dia
    e para quê?sabes penso que só para uma única coisa
    vê los aos dois só mesmo para isso
     porque só isso a miúda fez bem feito
    o resto foi td produto inacabado,sem objectivo real...
    Que faria a miúda hoje se tivesse sonhado e conseguido ser...
    uma professora primária mas a miúda sonhou ñ realizou
    porque eram outros tempos,outras vidas e a míuda ficou...
    divagando outra vez...
     
    MIS OJOS
     

    Dá-me a Tua Mão...

     
    Dá-me a Tua Mão

    Dá-me
    a tua mão:
    Vou agora te contar
    como entrei no inexpressivo
    que sempre foi a minha busca cega e secreta.
    De como entrei
    naquilo que existe entre o número um e o número dois,
    de como vi a linha de mistério e fogo,
    e que é linha sub-reptícia.
    Entre duas notas de música existe uma nota,
    entre dois fatos existe um fato,
    entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
    existe um intervalo de espaço,
    existe um sentir que é entre o sentir
    – nos interstícios da matéria primordial
    está a linha de mistério e fogo
    que é a respiração do mundo,
    e a respiração contínua do mundo
    é aquilo que ouvimos
    e chamamos de silêncio.
     
    Clarice Lispector
     

    Recados e Imagens - Paixão - Orkut

    Meu Deus, me dê a coragem...

     
    Meu Deus, me dê a coragem
    de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
    todos vazios de Tua presença.
    Me dê a coragem de considerar esse vazio
    como uma plenitude.
    Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
    entrelaçada a Ti em êxtase.
    Faça com que eu possa falar
    com este vazio tremendo
    e receber como resposta
    o amor materno que nutre e embala.
    Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
    sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
    Faça com que a solidão não me destrua.
    Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
    Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
    Faça com que eu saiba ficar com o nada
    e mesmo assim me sentir
    como se estivesse plena de tudo.
    Receba em teus braços
    o meu pecado de pensar.
     
    Clarice Lispector
    Recados e Imagens - Fofas - Orkut