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    August 31

    Divagações...

     
    Mais um fim de semana...
    igual a tds agueles que mais parecem
    ser um dia e trabalho normal.
    Ficas só...apesar de teres gente a rodear te.
    Passas a noite dormitar...para sentires os jovens...
    entrar ou não,porque a Vida é mesmo assim,hoje a noite é a diversão...
    depois ao levantar olhas e vez o que é a realidade
    é a hora de dormir para os que regressaram na madrugada...
    é a hora de quem está ao teu lado partir...
    para o hobby de <fim de semana> seja ele o que for,parte se...
    e tu aqui ficas novamente por vezes sem saber se é sabado...
    domingo?feriado talvez?mas de uma coisa tu tens acerteza ficas só...
    se sais,apetece te fechar novamente na tua caixinha,...
    se ficas todo o dia na caixa,apetece abri-la e voar,voar...
    nem tu propria sabes para one,nem para quê...
    porque pensas pensa...
    e chegas sempre,sempre á conclusão,que aqui estão aqueles
    que Amas...mas olhas e vez,que estás só...
     
    Fim de Semana: 5
    August 26

    Grito....Mas ñ ouves...

     
     
    Ñ ouves...
    Ñ vês...
    Ñ falas...
    Ñ sei se Amas...
    Ñ sei se queres ser amado...
    Ñ sei o que pensas...
    Sei do que gostas,mas
    Sei que ñ sabes o que eu gosto...
    Sei apenas que luto...
    Sei que jamais vais compreender...
    O que sinto...
    O que espero de ti...
    O que te quero dar...
    Ñ Ñ Ñão sabes nada...
    DEFENITIVAMENTE Ñ SABES MESMO NADA... 
     
    Paz: 4
    August 24

    A Ti...

    Corações: 4
    Poemas: 3
    Corações: 6
     
     

    A alguem que partiu faz tempo mas me deixou um ser importante...

     
    Corações: 3
     
    A Um Ausente

    Tenho razão de sentir saudade,
    tenho razão de te acusar.
    Houve um pacto implícito que rompeste
    e sem te despedires foste embora.
    Detonaste o pacto.
    Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
    de viver e explorar os rumos de obscuridade
    sem prazo sem consulta sem provocação
    até o limite das folhas caídas na hora de cair.
    Antecipaste a hora.
    Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas.
    Que poderias ter feito de mais grave
    do que o ato sem continuação, o ato em si,
    o ato que não ousamos nem sabemos ousar
    porque depois dele não há nada?
    Tenho razão para sentir saudade de ti,
    de nossa convivência em falas camaradas,
    simples apertar de mãos, nem isso, voz
    modulando sílabas conhecidas e banais
    que eram sempre certeza e segurança.
    Sim, tenho saudades.
    Sim, acuso-te porque fizeste
    o não previsto nas leis da amizade e da natureza
    nem nos deixaste sequer o direito de indagar
    porque o fizeste, porque te foste.
     
    (Carlos Drummond de Andrade)
     
    Corações: 4